O porta-voz do projeto Compromisso com o Futuro do Rio, Ubiratan Angelo, publicou um artigo sobre a “síndrome de Thor” na revista argentina DEF. Ex-comandante geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), Angelo discute a formação das forças policiais e o porte de arma fora de serviço.

Na sua formação, o policial é ensinado que a arma é parte do seu próprio corpo. Essa cultura do “guerreiro”, chamada por Angelo de “síndrome de Thor”, faz com que os policiais se vejam como “imortais” e “heróis”, levando-os a enfrentar criminosos sem qualquer estratégia ou reforço, especialmente quando estão fora do seu horário de trabalho. Além disso, a arma pode ajudar a identificar um policial, colocando-o em risco. O elevado número de policiais mortos no estado do Rio e a crescente taxa de efetivos ativos ou inativos mortos fora de serviço apontam para esse fenômeno, explica Angelo.

O artigo está em espanhol e pode ser lido na íntegra aqui.

Modernizar as polícias para enfrentar o crime

O projeto Compromisso com o Futuro do Rio é apoiado pelo VRB e nasce com o objetivo de promover uma cooperação técnica com a PMERJ em busca de melhorias institucionais de longa duração. A iniciativa parte da ideia de que o enfrentamento da violência passa fundamentalmente pela modernização das polícias. Os primeiros Grupos de Trabalho já foram formados e têm tratado de dois pontos estratégicos: a diminuição da vitimização de policiais e a melhoria da comunicação da corporação.

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