A campanha 2019 dos Pérolas Negras

Os Pérolas Negras encerraram o Campeonato Carioca da Série B2 em terceiro lugar na categoria profissional. Mesmo consagrando-se campeões no primeiro turno, o time permaneceu na Série B2 porque somente os dois primeiros colocados na classificação geral, Rio São Paulo e Maricá, puderam subir para a B1, a antiga segunda divisão.

Já na categoria Sub20, o clube conquistou o título de campeão do segundo turno e garantiu uma vaga no quadrangular final com uma vantagem de sete pontos sobre o segundo colocado, o Maricá. A campanha foi brilhante, com um aproveitamento de 88,9%. Entretanto, é justamente a imprevisibilidade uma das grandes emoções do futebol. Das duas partidas da semifinal contra o Mageense, os Pérolas perderam uma e empataram outra, ficando de fora da grande final 2019 do Sub20.

Apesar de toda expectativa gerada sobre os bons resultados do Profissional e do Sub20, com ambos chegando à final do Campeonato Carioca Série B2, os Pérolas Negras são um time muito jovem. As atividades no Brasil começaram em 2016. Já em 2017, com apenas um ano de existência no país, o time surpreendeu o cenário esportivo nacional consagrando-se campeão da Série C e conquistando o direito de lutar pelo título da B2.

Por fim, os Pérolas Negras são um clube de futebol, mas eles também são muito mais. Iniciada em 2011, no Haiti, a Academia de Futebol Pérolas Negras (APN) é um time global de refugiados haitianos, sírios e venezuelanos no qual se integram brasileiros de diferentes regiões do país, muitos deles provenientes de situações de risco e vulnerabilidade social. A APN é um modelo de união entre educação e esporte. O futebol funciona como uma ferramenta de inclusão social e traz esperança para pessoas em situação de refúgio, afastadas dos países de origem por causa de guerras, catástrofes naturais e condições de vida desfavoráveis.